Apesar de que sempre que olho para os nossos vizinhos "Filipinos", com mais ordenado, menos IVA e menos portagens, só me parecer bem a Monarquia. Também nunca terei a certeza se de facto seria melhor viver a dar salvas a Sua majestade.
Por isso, parece-me que Sim! Viva a República.
Ainda mais que estamos em democracia e só assim no é permitido andar por aqui a comentar isto e aquilo, sem qualquer restrição.
Mas este dia 5 de Outubro, traz-me outros motivos de celebração.
Comemoro neste dia a data em que saí da casa da mamã, rumo à tão almejada independência.
1994 - Ano fatidico.
Ainda hoje, já lá vão 16 anos (se a matemática não me falha!?), não perecebi o que é isso da independencia.
Saímos de casa e:
Ficamos obrigados a ganhar dinheiro - dependentes do patrão.
Temos que ter casa - dependentes do senhorio ou do crédito bancário.
Casamos - dependentes da relação.
Filhos - Dependentes das suas necessidades.
Obrigados a declarar rendimentos, pagar impostos, fazer descontos.....
Mas independentes para fazer escolhas faceis ou dificieis, tomar decisões acertadas ou não, enfim, ficar dependente de outra coisa qualquer.
Então devo dizer que faz hoje 16 anos , não que me tornei independente, mas que passei a ser mais responsavel pelo meu caminho.
Por isto, apesar de não me posicionar no quadro de honra, também não me sinto na lista negra. E por isso acho que tudo isto valeu a pena.
A todos um bom 5 de Outubro, qualquer que seja o motivo.
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3 comentários:
Faz 16 anos que fiquei com um quarto só para mim!! E pude dormir de estores abertos!!
Em 16 anos até que nem apanhaste muito sotaque, marafada...
Quando o conheci, o meu amigo Carlos Silva já era contínuo na Prado, mas disseram-me que em tempos tinha sido fogueiro nos combóios a vapor da CP. Uma ocasião, bem bebido, ao que parece, terá adormecido e deixado de alimentar convenientemente a fornalha da máquina. Ao chegar à ladeira de Runa, a locomotiva, sem alimento suficiente para gerar vapor, não conseguiu vencer a subida e parou. Terá sido por isso que o Carlos Silva deixou a CP.
Não sei se a história é verdadeira, mas o certo é que quando lhe perguntávamos sobre aquela vez em que «deixou adormecer o combóio» na subida de Runa, o Carlos ia aos arames.
Que o meu saudoso amigo Carlos Silva, onde quer que esteja, me perdoe esta recordação sem maldade.
Lembrei-me desta história porque tu, Maria Luís, maquinista da primeira hora, com tantos espaços no escrito, dir-se-ia que estavas a deixar adormecer a crónica.
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