terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Artista


Nos princípios do sec XIX aparece a fotografia, datando de 1826 a primeira imagem fotográfica conhecida. Estava descoberto um novo processo de escrita: a escrita com luz. A partir daí estava lançado o desafio para o próximo passo: transmitir movimento às imagens fotográficas que, com o desenrolar dos anos e a evolução da técnica, puderam passar a fixar-se em película e papel.

Assim, nos finais do mesmo século a escrita sofre uma nova evolução e passa a poder fazer-se através de imagens. Tinha chegado o cinema e com ele o alvoroço a milhões de pessoas em todo o mundo. Tinha chegado a 7ª arte, tal como hoje é conhecida.

Na essência, o cinema que hoje conhecemos, mantém-se igual àquele dos finais do sec. XIX: imagens em movimento desenhadas por luz. É certo que agora tem som, 3 dimensões, efeitos especiais, suporte digital, eu sei lá que mais. Mas a base original continua lá.

O cinema é como uma mulher bonita; façam-lhe a mais bela maquilhagem, perfumem-na com as mais finas essências, dêem-lhe as melhores roupas e jóias; só a tornam mais bonita. Mas no dia em que lhe tirarem tudo isso, a beleza inicial contínua.

Foi isto que me veio à ideia quando assistia ao filme O Artista. Um filme mudo que me comoveu, quase um século depois do som ter sido introduzido no cinema. Nunca um Oscar da Academia de Cinema me pareceu tão bem entregue.

Recomendo. Vão vê-lo e dêem as vossas impressões.

2 comentários:

lagartinha disse...

Eu sei que és um grande admirador do preto e branco mas o filme em questão, não vou nessa, porque gosto de côr e ouvir o diálogo,é como ler um livro sem letras.

Marta disse...

Eu já vi e também gostei muito! Para além do cão que me lembra o tripé, também fiquei a pensar que mesmo sem dialogo é fácil ficar atento e seguir a história.
é um filme que dispõe bem!