segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Dia da espiga

Dia da Espiga (aonde estás que não te vejo), mas foi mesmo assim:

"Mái uma quinta-fêra d’ assunção mái um Dia da Espiga. E quem é que nã haverá d’ ir p’ ô coçáiro num dia destes?!.....Atã ele até é feriado cá na terra. A parenta Larinda do Tòjêro, tã penas chigô a casa, nessa tarde de quinta-fêra, assim pindurô o ramo da espiga p’ trás da porta da antrada e aventujô o ôtro que lá tinha do ano passado.

Se nã fosse isso, c’ m´ é q’ uma pessoa, despôs, tinha saúde, sorte e fartura tod’ ô ano?... Pôs, pôs, e alegria tamém. E o qu’ é qu’ a gente fazia, em se vendo aflitos premode os trovons?... Inda más essa. È qu’ ma pessoa quem-ma um pezinho daqueles e jã nã cai nunhum perigo adonde a gente ‘teja.

Mái voltando ô que se tava a falar, que tal acho a festa? Cá p’ra mim foi do melhor.

Nã digo tanto. Mái que mecêa já ‘tava um coisinho escorvado, nã diga qu’ nã ‘tava…. Atã e despôs naquele estado, c’ m’ é que dé voltado p’a casa? Nã goze qu’ ê cá nã ‘tava escarado, vá lá que t’ vesse béqueme um coisinho p’ ô antrado. Quem é ruim, tem semp’ e sorte.

Pronto mês belos amigos já tem avondo e fiquem-se com Dés."

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