
12-18-19-43-48 + as estrelas 3-9, foi a chave da passada semana. Somando tudo dá 152, uma maneira como outra qualquer de ler aqueles números. Por exemplo, a soma pode ser a soma das desilusões somadas por não ter mais uma vez acertado na chave. Logo, não só não somei um cêntimo à minha conta corrente, como também a vi reduzido nos euros dispendidos na aposta.
Por isso, a passada sexta-feira foi mais uma sexta-feira do meu desapontamento.
Por isso, a passada sexta-feira foi mais uma sexta-feira do meu desapontamento.
Suponhamos que a minha chave tinha os números 1-3-14-26-38-47 + as estrelas 5-7 ( não dou a verdadeira para não vos tentar a copiar o chave da minha desilusão semanal). A minha maneira de conferir aquilo resume-se ao confronto dos números e ao desabafo: “Não acertei nem um…”.
Cada um desabafa como pode e sabe… Normalmente, depois do desabafo, uns rasgam furiosamente o impresso, outros despedem-no com um olhar triste e desiludido e dão-lhe como destino o cesto dos papeis. Por mim, guardo-o religiosamente até ao dia em que faço nova aposta. Gosto de o confrontar com o veredicto da máquina, na esperança de que, um dia, uma máquina maluca resolva torcer o destino e dar-me o milhão de euros que tanto anseio.
Há porém maneiras mais criativas de ler os resultados. Conheço alguém que, apesar de ir sendo regularmente contemplada com umas migalhas que sobram dos grandes prémios, faz do confronto chave vs apostas um passatempo tipo soduku, mas com muito mais raiva à mistura.
Imaginem que a pessoa em causa tem uma aposta 7-12-13-21-33 + 5-9 e outra 15-23-32-38-43 + 6-8. De posse da chave saída, por exemplo, a da última sexta-feira, aquilo é um manobrar de hipóteses que fariam baralhar qualquer matemático diplomado que adregasse escutá-la.
A coisa é mais ou menos assim: “Que raio de azar, se em vez de sair o 18 fosse o 13 e do 43 fosse o 33, tinha 3 números e uma estrela. Depois, nesta aqui, se em vez do 12 fosse o 15 e no lugar do raio do 48 saísse o 38 e se tem saído a estrela 8 no lugar da 9, sempre conseguia acertar mais 2 números e uma estrela... etc., etc.”
Cada um desabafa como pode e sabe… Normalmente, depois do desabafo, uns rasgam furiosamente o impresso, outros despedem-no com um olhar triste e desiludido e dão-lhe como destino o cesto dos papeis. Por mim, guardo-o religiosamente até ao dia em que faço nova aposta. Gosto de o confrontar com o veredicto da máquina, na esperança de que, um dia, uma máquina maluca resolva torcer o destino e dar-me o milhão de euros que tanto anseio.
Há porém maneiras mais criativas de ler os resultados. Conheço alguém que, apesar de ir sendo regularmente contemplada com umas migalhas que sobram dos grandes prémios, faz do confronto chave vs apostas um passatempo tipo soduku, mas com muito mais raiva à mistura.
Imaginem que a pessoa em causa tem uma aposta 7-12-13-21-33 + 5-9 e outra 15-23-32-38-43 + 6-8. De posse da chave saída, por exemplo, a da última sexta-feira, aquilo é um manobrar de hipóteses que fariam baralhar qualquer matemático diplomado que adregasse escutá-la.
A coisa é mais ou menos assim: “Que raio de azar, se em vez de sair o 18 fosse o 13 e do 43 fosse o 33, tinha 3 números e uma estrela. Depois, nesta aqui, se em vez do 12 fosse o 15 e no lugar do raio do 48 saísse o 38 e se tem saído a estrela 8 no lugar da 9, sempre conseguia acertar mais 2 números e uma estrela... etc., etc.”
As combinações imaginadas são mais que muitas e como essa pessoa joga, normalmente, pelo menos 10 apostas, imaginem as congeminações que para ali vão. Combinadas com o raspar das Raspadinhas que também compra, é coisa para uma tarde dedicada aos jogos de sorte e azar. Parece o Muro das Lamentações
Não sei se o seu saldo dessa pessoa é negativo (o meu é negativíssimo) ou positivo; só sei que, mesmo com a frustração semanal pelo meio, vai abichando regularmente os seus 10 ou 15 euros e ocupando o tempo com o sortilégio dos números.
Boa sorte a quem jogou!
O-O-O-O-O
Nota - A propósito do escrito “Intróito” aqui publicado: descobri no meio da floresta de adjectivos e outras flores de retórica aqui usados (indício de uma leitura e atenta e habitual
do “Amigo do Povo”), uma falta imperdoável no curriculum vitae do autor. Só um lapso de memória (quem os não tem?) explica que o autor Chipir não tenha mencionado o resultado das aturadas consultas que fez ao “Borda d´Agua” e que o levaram a assumir, galhardamente, a função de podador de árvores na campina alentejana.
1 comentário:
Acho que herdei esse gene do "xii, jogo sempre ao lado.." com a desvantagem que não vou amealhando tanto...
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