Continuando a descrever os laços familiares dos irmãos da avó Etelvina, chegou a vez de aqui explicar a ausência do João no retrato de família e o casamento e descendência da Philomena.
A Philomena nasceu na Lousã a 14 de Dezembro de 1868. Casou com Bernardino Padilha a 19 de Maio de 1891, depois de um namoro que foi inicialmente muito contrariadopor parte do pai dela. Este Bernardino Padilha viria a ser sócio do avô Abel na Loja Moderna, como já aqui foi anteriormente referido. Deste casamento nasceram dois filhos, Cesaltina e Emílio Padilha.
A Cesaltina veio a casar com Jaime Simões Lopes e desse casamento nasceram os primos António Jorge, Maria Manuela e José Eugénio.
O primo José Eugénio morreu num estúpido desastre, quando regressava com o Orfeão Académico de Coimbra de um espectáculo na Marinha Grande. Eu tinha na altura 10 anos mas ainda me lembro do seu funeral, que foi uma grande manifestação de pesar. A Academia de Coimbra fez-se representar por alguns dos seus professores e por centenas de estudantes.
A prima Maria Manuela faleceu a 12 de Fevereiro de 2001, restando apenas vivo o primo António Jorge, autor de “O Livro de Família”, aqui já citado e de onde eu tenho retirado muitas destas informações.
O Emílio Padilha veio a casar com Laura Baeta Pires Serra, da casa do Covão, e portanto também nossa parente. Desta união nasceu o Mário Emílio Baeta Padilha, que muitos de nós conhecemos e com quem convivemos. Era portanto nosso primo pelos dois costados, como parece se designa em genealogia.
§ § §
A ausência do João no retrato de família explica-se pelo facto de na altura se encontrar no Brasil, mas há um facto curioso em relação ao essa fotografia. O fotógrafo reservou um espaço na composição do grupo, aquele entre o José e a Maria, para o inserir depois, aproveitando uma fotografia vinda propositadamente do Brasil, o que para a época já traduzia um apreciável conhecimento técnico.
Infelizmente não é possível mostrar aqui essa fotografia, mas sabemos que a mesma está exposta na Quinta do Pinhal, conforme nos elucida o primo António Jorge no seu livro.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
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