domingo, 3 de maio de 2009

Subsídios para a história dos Batistinhas


À semelhança do que acontece em relação ao avô Abel, as recordações da avó Etelvina não são, infelizmente, muitas.

Socorrendo-me novamente de “O Livro de Família” da autoria do primo António Jorge Padilha Simões Lopes, vou tentar deixar aqui alguns dados da árvore genealógica da avó, porque eles explicam laços de parentesco que para muitos ainda são desconhecidos.

A avó era filha de João Caetano da Piedade, natural de Alfocheira, e de Luísa de Jesus do lugar do Olival, ambos os locais pertencentes ao concelho da Lousã. Seu pai, conhecido na vila por João Manco devido a um acidente que lhe afectou o andar, explorava uma hospedaria que funcionava na própria residência e tinha no rés do chão um estabelecimento comercial que vendia diversos tipos de mercadoria.

Do casamento de João Caetano da Piedade nasceram 8 filhos, três rapazes e cinco meninas, de seu nome : Maria, Philomena, Glória, Josefina, Etelvina, João, José e Francisco.

A Maria casou com João Cunha, papeleiro, viveu na Flor da Rosa e não tiveram filhos.

A Glória casou com um catalão chamado Emílio Reimbau Planas, sócio de uma fábrica de tecidos em Coimbra. Lembro-me de ouvir falar no tio Emílio, mas julgo nunca o ter visto. Tiveram um filho, chamado Armando da Piedade Reimbau, que era médico em Celorico da Beira e casou com uma senhora espanhola chamada Encarnacion Benita Lopez Martinez. Também me lembro de ouvir falar muito do Armando Reimbau e julgo que ele e o meu pai tinham relações familiares próximas. Era pai da Isabel e da Maria Luísa Reimbau. Lembro-me de ver fotografias da Maria Luísa, que era muito bonita, e julgo que fui a casa dela, na Avenida Sá da Bandeira, em Coimbra, na companhia da minha mãe.

A Josefina casou com João Machado dos Santos, proprietário de uma boa quinta no Almegue, situada junto à margem esquerda do Mondego, e ali ficaram a residir. Penso que a quinta estaria (está?) situada junto ao local onde passa a ponte ferroviária. Tiveram apenas uma filha, chamada Leocádia, já com idade avançada mas que até há pouco tempo ainda se dedicava ao restauro de obras de arte.

O João emigrou para o Brasil. Numa visita a Portugal foi fazer uma cura de águas para o Gerês e ali faleceu inesperadamente. Era solteiro.

O José emigrou também para o Brasil, onde casou sem deixar descendência. Faleceu naquele país vítima da peste bubónica, tal como a sua esposa.

O Francisco depois de cumprir a vida militar em 1879 emigrou igualmente para o Brasil, onde se dedicou a fabrico de brinquedos e amealhou uma razoável fortuna. Foi ele quem mandou construir o jazigo de família que está no cemitério da Lousã.

A chave do retrato é esta: da esquerda para a direita, sentados: Glória, João Caetano da Piedade, Luísa de Jesus e Etelvina. De pé: Francisco, Josefina, José, Maria e Philomena.
Falta o João mas isso fica para o próximo escrito, assim como o detalhe da vida da Philomena e da avó Etelvina.

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