quinta-feira, 2 de abril de 2009

Subsídios para a história dos Batistinhas


O avô Abel


Para mim era o avôzinho Abel.

Antes de chegar à casa grande da Travessa, onde sempre o conheci, percorreu um longo caminho de luta e de trabalho que o trouxe do lugar de Vale de Remígio, concelho de Mortágua, até à Lousã.

Gostaria de conhecer melhor essa jornada mas, de momento, só consigo partilhar convosco as notas que se seguem.

Nasceu em Vale de Remígio, em ano que desconheço, e era filho de Manuel Baptista e de Josefina Rosa que, presumo, seriam pequenos proprietários rurais. Veio para a Lousã para caixeiro de Francisco Simões de Carvalho, comerciante e chefe de escritório da Fábrica de Papel do Penedo. Mais tarde passou para caixeiro do comerciante Gabriel Sarmento, que possuía um bom estabelecimento de fazendas, e que julgo ser o pai do tio António Sarmento casado com uma irmã da minha avó materna, a tia Glória.

Casou com Etelvina da Piedade, filha de João Caetano da Piedade e de Luísa de Jesus, de quem teve 6 filhos: Joaquim, Armando (meu pai), Amílcar, Abel, Ernestina e Izilda.

Um ano após a morte do sogro, toma a gerência do estabelecimento que aquele possuía, em conjunto com o cunhado Bernardino Padilha e constituem uma sociedade que adopta o nome de “Loja Moderna”, cujo anúncio publicado no Jornal da Lousã de Julho de 1891 aqui damos a conhecer.

Mais tarde a sociedade desfez-se e cada um dos cunhados – que mantiveram sempre a amizade entre si - formou a sua própria empresa. A de Bernardino Padilha chegou até aos nossos dias com a designação de António Simões Lopes, Lda e a de Abel Baptista como Abel Baptista, Sucessor.

Obs. – A maioria das notas acima foram extraídas de “O Livro de Família” da autoria do nosso parente Dr. António Jorge Padilha Simões Lopes.

1 comentário:

Marta disse...

Não sei porque se queixam do acordo ortográfico! Ao ver o anúncio da LOJA MODERNA dá para perceber como a nossa língua foi mudando ao longo dos tempos!E continua bem viva!

Obriga tio Jorge por estes "posts" bem catitas!