quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A sedução dos velhos arquivos




“ Camané, um dos maiores fadistas da atualidade, ouve desde criança histórias e lendas de família, que os pais e avós lhe contavam. 
Em "Quem é que tu pensas que és?", Camané vai seguir a linha genealógica paterna, investigando o nome Marabuto, que deu origem a um mito na família: a ascendência asiática, fruto do relacionamento de uma antepassada com um trapezista. Até que ponto será esta história verdadeira?
Nesta viagem, Camané irá reencontrar-se com um lado da família que desconhecia. A incansável procura de factos, através de registos, faz com que Camané sinta uma ligação emocional surpreendente a uma terra, a um espaço e a uma família.
Camané vai ainda investigar o legado do bisavô materno, o fadista José Júlio Paiva, cuja voz nunca ouviu. O resultado desta investigação vai proporcionar-lhe uma descoberta que não acreditava ser possível.”

O que acabam de ler é um texto publicado no site da RTP, relativo ao programa “Quem é que tu pensas que és?” que foi para o ar no passado dia 12. Nesse programa, a que assisti, o fadista que canta  “Sei de um rio”, vai à procura de águas passadas no rio da sua vida; faz um teste de ADN, consulta genealogistas, professores de muitos saberes e velhos livros paroquiais.
Acaba por chegar à conclusão de que não terá tido ascendentes chineses, ou de origem asiática, e que o nome Marabuto terá sido uma alcunha adicionado ao nome de baptismo de um avô. Por fim, tem a grata surpresa de encontrar alguém que lhe dá a conhecer uma antiga publicação com a biografia e a letra de alguns fados cantados pelo bisavô. Mas não acabou aqui; o impensável aconteceu. Havia também um disco antigo com a voz do seu ancestral cantando um velho fado. Camané , extasiado, pôde ouvir finalmente a voz de José Júlio Paiva, o seu bisavô, e admirar a maneira sentida como cantava.
Ao assistir àquele programa, reparei na emoção que se ia apoderando de Camané à medida que ia descobrindo o nome dos antepassados registado em velhos livros, com as datas marcantes das suas vidas: o nascimento, o casamento e óbito. Afinal, sentimentos que também se apoderaram de mim  à medida que fui descobrindo registos semelhantes, relativos à nossa família, dos quais já aqui dei nota.

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