terça-feira, 27 de novembro de 2012

Um casamento nos primórdios do sec. XX


Assento n.º 40 do livro de casamentos da Paróquia de Miranda do Côrvo – Ano de 1902

 Aos vinte dias do mez de Setembro  do anno de mil novecentos e dois n´esta egreja parochial do Salvador do Concelho de Miranda do Corvo, dioceze de Coimbra, na presença do Reverendo Daniel Pereira Pimentel coadjutor desta freguesia, compareceram os nubentes que sei serem os próprios, José Henriques de Campos e D.Izidora Baetta de Campos com todos os papeis do estylo correntes sem impedimento algum  canónico ou civil para cazamento; elle solteiro, proprietário, da idade de trinta anos, natural e morador no logar de Ervideira, freguesia e concelho de Pedrogão Grande, dioceze de Coimbra, filho legítimo de José Henriques, natural da freguesia de Alvares desta dioceze, e de Maria do Carmo, da dita freguesia de Pedrogão Grande;  ella solteira, de ocupação doméstica,  da idade de dezassete anos, natural e moradora no lugar de Espinho, desta freguesia, filha legítima de João Henriques de Campos natural do dito logar de Espinho, e de Dona Jozefa Fortunata Baetta, natural do logar de Covão, freguesia de Vilarinho, concelho de Louzã, dioceze de Coimbra; os quaes nubentes se receberam por marido e molher e assim em matrimónio procedendo em todo este acto conforme o rito da Santa Madre Egreja  Catholica Apostólica Romana; tendo  a nubente sido autorizada para este casamento por seu pai que neste acto assim o declarou perante mim e das testemunhas abaixo nomeadas e assignadas. Foram testemunhas  presentes que sei serem os próprios,  Manoel  Baetta de Campos, professor de instrução primária no Rabaçal, onde é morador, e Joaquim Henriques de Campos, casado, proprietário, morador no logar de Mega, freguesia de Alvares desta dioceze. E para constar lavrei em duplicado  este assento que depois de ser lido e conferido perante os nubentes, pai da nubente e testemunhas, comigo todos assignaram. Declaro que  collei um selo da taxa de cem reis, outro de sessenta reis e outro de seis, que foram devidamente inutilizados. Est ut supra.


Assinaram:   João Henriques de Campos
                      Isidora Baeta de Campos
                      José Henriques de Campos
                      Manuel Baêta de Campos
                      Joaquim Henriques de Campos
                      O Prior Joaquim Ribeiro dos Santos e Cunha


É este o assento de casamento dos meus avós; a avó Isidora que morreu muito nova, quando a minha mãe tinha 15 anos, e do avô Zezé ( como nós lhe chamavamos),  que felizmente ainda conheci bem.

1 comentário:

Zi disse...

E depois?... Não, não foi o coelhinho que foi com o Pai Natal no comboio ao circo...

Depois... foram muito felizes e tiveram mais de meia dúzia de Filhos, entre os quais a Fantinita que, mais tarde,de seu enlace com o bom do Armando Batista deu origem a este belo lote de Batistinhas e até mesmo a uma Isidora!
E esta, hem?!