sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Feliz Coincidência


Em 2 de Abril de 2009 lembrei aqui a figura do Avô Abel, compartilhando convosco as minhas recordações sobre a sua figura, assim como alguns dados sobre a sua vida que foram chegando ao meu conhecimento. Posteriormente, através de outros escritos, fui também revelando aqui outras dados relevantes, tais como a data de nascimento e o respectivo assento de baptismo, as datas de casamento e falecimento, o nome dos pais e dos avós paternos e maternos. 

Porém, a restante família daquele lado permanecia desconhecida, pelo menos da maioria de todos nós; a minha memória registava ainda o nome de Aníbal Baptista, um suposto  primo de Mortágua, que esteve presente nos funérais do Avô e do meu Pai, mas era tudo o que sabia. A partir do nome de Aníbal Baptista pensei sempre que um dia iria tentar saber da existência de irmãos do avô Abel e da sua descendência.  

A ocasião chegou este ano; fui passar uns dias de férias ao Buçaco e Viseu, pelo que  aproveitei da proximidade a Mortágua para me deslocar a Vale de Remígio, localidade de onde o Avô era natural. Aventurei-me pelas ruas do lugar, perguntando a algumas senhoras que encontrei se haveria alguma família de apelido Baptista, ao mesmo tempo que ia esclarecendo que o meu avô era originário dali e que era familiar do senhor Aníbal Baptista de Mortágua.

Fui então informado de que havia um senhor de nome Artur Baptista indicaram-me onde morava, mas não se encontrava em casa na altura.  A partir dali fui a Vale de Açores, um lugar próximo, onde residia um primo deste, de nome Armando Baptista, que é precisamente filho de Aníbal Baptista, que já faleceu. Falei com ele sobre as hipóteses de sermos parentes, mas ele, claramente diminuído por um acidente vascular, pouco acrescentou, remetendo-me para o primo Artur, que seria a pessoa indicada para me esclarecer., 

Voltei a Vale de Remígio e já encontrei em casa o Artur Baptista. Depois de lhe dizer ao que ia, informou-me que efectivamente tinha tido um tio de nome Abel, comerciante, residente na Lousã. Através dele fiquei a saber que somos primos em 3.º grau e que o Avô Abel teve 3 irmãos: José, que foi para o Brasil de quem não mais se soube; Benjamin, o avô do primo Artur e Delfina. Bebemos um copo para se comemorar o encontro, tirámos a foto que vai na abertura deste post e conversámos sobre a família. 

No dia seguinte, em Viseu, fui ao Arquivo Distrital,  consultei os livros paroquiais com mais de 150 anos, confirmei tudo o que acima expus e coligi as datas de nascimento de todos, as datas de falecimento (excepto do José), e a data do casamento, bem como o nome do marido, da Delfina. 

Vinha eu todo feliz, de posse destes elementos para compartilhar convosco, quando por uma extraordinária coincidência, o Rui, filho do nosso saudoso e querido primo Abel, descobre este Blog e diz: aqui estou eu!

Bem-vindo Rui! Fico feliz por dizeres olá, e tenho a certeza que todos, mesmo aqueles que por aqui vão aparecendo, mas ainda não conheces, comungam do mesmo sentimento.  

3 comentários:

trout disse...

eu também fico feliz por dizer olá :) Olá

trout disse...

eu também fico feliz por dizer olá :) Olá

trout disse...

conheço pouco da história da família e já aqui aprendi algumas coisas que não sabia ,vou passando por cá para continuar a aprender mais e mais coisas,da história antiga e da mais recente .um abraço