Em 2 de Abril de 2009 lembrei
aqui a figura do Avô Abel, compartilhando convosco as minhas recordações sobre
a sua figura, assim como alguns dados sobre a sua vida que foram chegando ao
meu conhecimento. Posteriormente, através de outros escritos, fui também
revelando aqui outras dados relevantes, tais como a data de nascimento e o
respectivo assento de baptismo, as datas de casamento e falecimento, o nome dos
pais e dos avós paternos e maternos.
Porém, a restante família
daquele lado permanecia desconhecida, pelo menos da maioria de todos nós; a
minha memória registava ainda o nome de Aníbal Baptista, um suposto primo de Mortágua, que esteve presente nos
funérais do Avô e do meu Pai, mas era tudo o que sabia. A partir do nome de Aníbal
Baptista pensei sempre que um dia iria tentar saber da existência de irmãos do
avô Abel e da sua descendência.
A ocasião chegou este ano; fui
passar uns dias de férias ao Buçaco e Viseu, pelo que aproveitei da
proximidade a Mortágua para me deslocar a Vale de Remígio, localidade de onde o
Avô era natural. Aventurei-me pelas ruas do lugar, perguntando a algumas
senhoras que encontrei se haveria alguma família de apelido Baptista, ao mesmo
tempo que ia esclarecendo que o meu avô era originário dali e que era familiar
do senhor Aníbal Baptista de Mortágua.
Fui então informado de que
havia um senhor de nome Artur Baptista indicaram-me onde morava, mas não se
encontrava em casa na altura. A partir
dali fui a Vale de Açores, um lugar próximo, onde residia um primo deste, de
nome Armando Baptista, que é precisamente filho de Aníbal Baptista, que já
faleceu. Falei com ele sobre as hipóteses de sermos parentes, mas ele,
claramente diminuído por um acidente vascular, pouco acrescentou, remetendo-me
para o primo Artur, que seria a pessoa indicada para me esclarecer.,
Voltei a Vale de Remígio e já
encontrei em casa o Artur Baptista. Depois de lhe dizer ao que ia, informou-me
que efectivamente tinha tido um tio de nome Abel, comerciante, residente na
Lousã. Através dele fiquei a saber que somos primos em 3.º grau e que o Avô
Abel teve 3 irmãos: José, que foi para o Brasil de quem não mais se soube;
Benjamin, o avô do primo Artur e Delfina. Bebemos um copo para se comemorar o
encontro, tirámos a foto que vai na abertura deste post e conversámos sobre a família.
No dia seguinte, em Viseu, fui ao Arquivo
Distrital, consultei os livros
paroquiais com mais de 150 anos, confirmei tudo o que acima expus e coligi
as datas de nascimento de todos, as datas de falecimento (excepto do José), e a
data do casamento, bem como o nome do marido, da Delfina.
Vinha eu todo feliz, de posse
destes elementos para compartilhar convosco, quando por uma extraordinária coincidência,
o Rui, filho do nosso saudoso e querido primo Abel, descobre este Blog e diz: aqui estou eu!
Bem-vindo Rui! Fico feliz por
dizeres olá, e tenho a certeza que todos, mesmo aqueles que por aqui vão
aparecendo, mas ainda não conheces, comungam do mesmo sentimento.
3 comentários:
eu também fico feliz por dizer olá :) Olá
eu também fico feliz por dizer olá :) Olá
conheço pouco da história da família e já aqui aprendi algumas coisas que não sabia ,vou passando por cá para continuar a aprender mais e mais coisas,da história antiga e da mais recente .um abraço
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