Quando não nos vem à memória uma palavra para designarmos um objecto dizemos o coiso.Também dizemos o Coiso quando nos referimos a alguém de cujo nome não nos lembramos. Dizemos ainda o coiso mesmo quando sabemos perfeitamente o nome do instrumento de que falamos, mas não o queremos mencionar com todas as letras para encobrir alguma coisa ou porque a sua vocalização poderia ferir sensibilidades de quem nos escuta.
Alguma destas situações se passou com o coiso do Álvaro. O Chico Louçã indignou-se por o Álvaro ter dito o coiso e não ter aplicado a própria palavra, desemprego, parecendo que não lhe dava a importância devida. O certo é que, como toda a gente está a sentir, o coiso do Álvaro tem vindo a crescer de forma desmesurada e descontrolada. E descontrolada de tal modo que os especialistas já não se entendem quanto à sua verdadeira dimensão. Estica e encolhe conforme o autor, com ou sem manipulação. Até o Relvas, aquele de que se diz que disse que dirias coisas da vida privada de uma jornalista (não se sabe se tem alguma coisa a ver com o coiso), disse há tempos que o coiso do Álvaro não deixava os membros do governo dormirem descansados.
Assim sendo, o coiso do Álvaro tornou-se mesmo numa ameaça. É por isso que o Pedro P. Coelho inteligentemente aplicou a análise SWOT e contrapôs à ameaça (do coiso do Álvaro) a oportunidade -
também já dita, de o pessoal emigrar. Na esperança de que, com muita gente o pisgar-se, o coiso do Álvaro venha a minguar. Já ninguem aguenta uma tensão destas.
Mas será que não existem outros tratamentos, como aquecer a economia, para fazer resfriar o coiso do Álvaro ( já que não se pode cortá-lo pela raiz)?
Transcrição da crónica Reflexões do Jornal de Monchique de 31 de Maio de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
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