sábado, 7 de janeiro de 2012

A luta continua...

Pois é verdade, a luta continua. Hoje, a gente da minha terra, a gente da minha região, foi cantar as "Janeiras" ao Álvaro e dizer-lhe que não desistimos de exigir a reposição daquilo que nos roubaram: a ferrovia entre Coimbra e Serpins. Ou a reposição do combóio centenário, ou o metro ligeiro de superfície que nos foi prometido.

Vieram até Lisboa cerca de um milhar de pessoas de todas as idades e condições sociais. Lá estive também, com mais alguns lousanenses radicados na capital, a apoiar a iniciativa. Surpreendentemente, já em pleno Largo Camões, tivemos o simpático apoio de duas jovens hospedadas no Lisbon Royal Hostel. Do alto do seu 3.º andar, começaram por nos bater palmas e incitar; depois foram para dentro, agarraram-se aos computadores, copiaram aquilo que já tinham lido nos nossos cartazes, e reapareceram com as palavras de ordem impressas em cartazes que entretanto elaborararm.

Para a posteridade deixo aqui a letra das "Janeiras" que cantámos:

Ramal dos Simples     
                                                                  
Anda linha da Lousã                                                                         
Neste cantar das Janeiras  
Por este ramal adentro vamos
Ultrapassar as barreiras.

Os carris no seu lugar
Nesta linha de cem anos                                                                     
Não nos venham enganar de novo
Já não vamos em enganos

Anda linha da Lousã 
Neste cantar das Janeiras 
Poesse ramal adentro vamos
Ultrapassar as barreiras. 

Os carris no seu lugar
Nesta linha de cem anos
Não nos venham enganar de novo
Já não vamos em enganos.

Augusto Simões
                                                                                                                
As Janeiras por Miranda


Vamos cantar as Janeiras
Vamos cantar as Janeiras
Pela tua casa adentro, vamos
Falar das várias asneiras

Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por Lisboa adentro, vamos
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Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Arrancaram os carris...
P´ró comboio ir de morte...

Muita neve cai na serra
Deixemo-nos de ilusões
Só se lembram do metro
Nas horas das eleições...

Quem tem ouro a render
Quem esbanja sem poupar
Com muito menos desbarato
A linha põe a cicular...

Já nos cansam estas tonturas
Já nos cansa a teimosia
Só não entende a nossa causa
Quem sofre de hipocrisia.

Luísa Rodrigues

                                                                                                      

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