quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Carga genética.

Segundo o Grande dicionário da Língua Portuguesa o gene é: “Nome proposto por Johansen para designar as partículas cromossómicas, relativamente independentes entre si, que determinam os caracteres hereditários”. Por sua vez a Wikipédia informa que “Gene, na definição da genética clássica, é a unidade fundamental da hereditariedade”. Pouco o nada percebo disto, mas tenho um vizinho chamado Eugénio, que a avaliar pelo nome deverá ter um montão deles de boa qualidade.

De qualquer modo essa questão da hereditariedade leva-me a suspeitar que há genes simpáticos e buliçosos, de progressão rápida, que habitam certos indivíduos e se transmitem rapidamente, enquanto outros, preguiçosos ou brincalhões, só se manifestam quando muito bem entendem.

Às vezes a gente vê um determinado filho de peixe e tira logo a conclusão: sabe nadar! Mas, quantas das vezes, para nossa desilusão, o vemos ir ao fundo que nem um prego, para mais tarde ver reaparecer, na forma de um neto ou até bisneto, um campeão olímpico de natação?!

Por exemplo: o avô da minha mulher foi um excelente músico, executante de flauta transversa e regente de banda, mas os três filhos que teve foram uma negação para a arte das musas e se honraram a herança paterna, foi nas voltas de uma valsa ou no rodopio de um corridinho. Vieram depois os netos e quando já se julgava perdida a veia artística do ancestral, regressa a força dos genes para alguns e aí está, por exemplo, uma pianista e coralista a dar música a meio Algarve.

Também a personalidade e as características do meu pai partiram com ele e para os filhos ficou só um ou outro apontamento do seu modo de ser. Parecia que a carga genética tinha perdido força ao repartir-se pelos descendentes, mas eis que ela ressurge em boa parte, reflectida nos netos. Ao olhar para as fotografias abaixo, julgo reconhece-la em boa parte. Saravá Maria Luís!





1 comentário:

Maluis disse...

Não desfazendo na herança genética do avô, muito menos duvidando da sua importância, tenho a dizer que tem também responsabilidade, e arrisco-me até a quantifica-la como muito grande, o facto de ter acompanhado pais e tios em manifestações, greves e campanhas eleitorais. Muitas celebrações de Dia do Trabalhador, quando os direitos ainda o eram e a sua conquista era fresca.
Parece-me ter sido incutido em mim, por parte destes, a ideia que nada se faz sem luta.
Por isso, ao contrário de outras coisas que não terei feito tão bem, parece-me que esta me está não só na genética mas essencialmente no exemplo próximo e na cultura.
OBRIGADA