As grandes viagens, especialmente aquelas que envolvem vários países, comportam sempre um conjunto emoções , novos conhecimentos e sensações diferentes, que inundam o nosso espírito de maneira avassaladora. No regresso a casa a nossa mente é como um copo de água turva em que bailam desordenadamente em suspensão toda a espécie de detritos. Deixando assentar o líquido por algum tempo, obteremos um copo de água limpa através da qual poderemos ver mais claramente o sedimento que se formou no fundo, destacando um ou outro elemento que despertou mais a nossa atenção.
Há um ano atrás viajávamos por terras do Báltico e diante dos nossos olhos extasiados desfilavam os usos e costumes, a beleza de palácios e monumentos, o enquadramento paisagístico, de cidades como São Petersburgo, Vilnius, Riga, Tallin e Helsínquia. Lembrando agora, passado um ano, a viagem que então fizemos, olhamos para o nosso copo de água imaginário e pescamos lá do fundo o brilho de Riga.
Há um ano atrás viajávamos por terras do Báltico e diante dos nossos olhos extasiados desfilavam os usos e costumes, a beleza de palácios e monumentos, o enquadramento paisagístico, de cidades como São Petersburgo, Vilnius, Riga, Tallin e Helsínquia. Lembrando agora, passado um ano, a viagem que então fizemos, olhamos para o nosso copo de água imaginário e pescamos lá do fundo o brilho de Riga.
Riga é a mais cosmopolita das três capitais bálticas. Fundada no séc. XII, a seu coração é a cidade velha. Andar pela ruelas estreitas medievais, espreitando o florido das suas janelas e sentindo o aroma a café e chocolate que anda no ar, é fazer uma viagem no tempo. No centro histórico pode-se admirar o colorido das fachadas e a mistura de estilos arquitectónicos, românico, gótico, barroco ou neoclássico, embalados pelo som dos sinos das igrejas. Na catedral Lutera
na podem-se admirar os magníficos vitrais com cena da vida medieval e o espectacular órgão de 7 mil tubos, um dos melhores do mundo. Tivemos o privilégio de poder escutar ali a um magnífico concerto de órgão acompanhado por coral.Por todo o lado encontramos casas de chá, cafés e antiquários cheios de charme. Já noutro lado da cidade há magníficos parques atravessados por um longo canal que separa a partes moderna e medieval. Efectuámos um passeio de barco por esse canal que deu para admirar a beleza do parque e das diversas pontes, entre as quais a Ponte dos Cadeados. Chama-se assim porque está ligada a uma velha tradição local; os casais recem-casados deslocam-se até ali, juram amor eterno, colocam um cadeado nas guardas da ponte e deitam a chave ao canal. Vimos centenas de cadeados pendurados e, curiosamente, não vimos ninguém na água à procura das chaves. Olha se fosse cá, com os divórcios que para aí vão…

Outra coisa curiosa que observámos a determinada altura da pequena viagem, foi um individuo que estava a pescar sossegadamente junto a uma ponte, com um gato ao lado. Não sei se não estaria a pescar o almoço do gato.
1 comentário:
Oh Sr.Lousanense, para um amante da lusa língua não seria mais apropriado escrever "...cheios de encanto" em vez de "..- charme" ???
Fiquei cheia de inveja da tua bela viagem e achei muito engraçada a ponte dos cadeados, mas por uma foto da namorada do Pedro vim agora a saber que algures em França também há uma, só não sei se mais nova se mais velha...
Enviar um comentário