Provavelmente não faz muito sentido vir aqui escrever sobre uma coisa a que quase toda a comunidade Batistinha assistiu? Parece uma espécie de chover no molhado... Mas, pensando melhor, se toda a gente vê na TV os golaços do Milito, do Messi e do Ronaldo (ou até a desgraceira da selecção, ontem), e nos dias subsequentes não fala de outra coisa, porque é que eu não haveria de escrever sobre o casamento do Ricardo?... É que, para além da cerimónia a que assistimos, ainda há mais alguma coisa a acrescentar. Por isso, aí vai.
Gostei do teu casamento, Ricardo. Aproprio-me das palavras do Chico Buarque para te dizer “Foi bonita a tua festa, pá!”. Como o mais velho do nosso clã, senti-me ali muito bem e a representar aqueles que já partiram:
- A tua avó Fantina, que ainda te conheceu e te adorava. Quando ias à Lousã, eras tu um rechonchudo bebé, costumava deitar-te em cima da cama do quarto do meio, de pernocas ao léu, e abria a janela para que pudesses apanhar os ares da serra, coisa que irritava a tua mãe, que, por te querer tanto, fazia de ti flor de estufa. Era a tua mãe com medo de que te constipasses e a avó a querer desintoxicar-te dos ares da cidade, tonificando-te os pulmões com o ar puro da serra. Com a chegada da Rita a tua mãe abrandou mais os cuidados e deixou-te ser o mocetão que hoje conhecemos.
Aqui para nós, tu também não ajudavas nada. Tinhas logo de apanhar aquele problema de garganta quando passavas férias na Lousã. A culpa não foi da aragem mas do maldito fungo, colhido sabe-se lá onde, ou que poderia já residir em ti há muito, a fazer fé nas explicações da Wikipédia. Os cuidados que nos deste...
- O tio Vasco, o teu padrinho. Se não tem tido aquele brutal acidente, ainda hoje poderia estar junto de nós e ter tido a felicidade de ter estado contigo no dia do teu casamento. Que feliz ele ficava quando via chegar o seu afilhado. Com simpatia contagiante e o eterno sorriso no rosto, desdobrava-se em carícias e momices para ver sorrir o afilhado. Aqueles bolsos eram um armazém de rebuçados e chocolates só para ti.
Agora eu. Gostando muito de todos os meus sobrinhos, tenho por ti um carinho muito especial. Pouco depois do teu nascimento fui viver para tua casa e não é impunemente que se traz nos braços um bebé bonito e simpático como tu eras, e se recolhem dele os primeiros sorrisos e gracinhas. A reforçar a estima vem a gentileza e simpatia com que tens aturando este velho tio pela vida fora, característica que, é bom dize-lo, é comum a todos os outros sobrinhos. Felizmente!
Estive muito feliz no teu casamento e agradeço ao Gerente desta enorme bola que é o Mundo, por a ele me ter permitido assistir, não enviando antecipadamente a Carta de Chamada. Assim, liquidámos as nossas contas; já não devemos nada um ao outro. Tu foste ao meu casamento e eu agora fui ao teu. Estamos quites.
Gostei do teu casamento, Ricardo. Aproprio-me das palavras do Chico Buarque para te dizer “Foi bonita a tua festa, pá!”. Como o mais velho do nosso clã, senti-me ali muito bem e a representar aqueles que já partiram:
- A tua avó Fantina, que ainda te conheceu e te adorava. Quando ias à Lousã, eras tu um rechonchudo bebé, costumava deitar-te em cima da cama do quarto do meio, de pernocas ao léu, e abria a janela para que pudesses apanhar os ares da serra, coisa que irritava a tua mãe, que, por te querer tanto, fazia de ti flor de estufa. Era a tua mãe com medo de que te constipasses e a avó a querer desintoxicar-te dos ares da cidade, tonificando-te os pulmões com o ar puro da serra. Com a chegada da Rita a tua mãe abrandou mais os cuidados e deixou-te ser o mocetão que hoje conhecemos.
Aqui para nós, tu também não ajudavas nada. Tinhas logo de apanhar aquele problema de garganta quando passavas férias na Lousã. A culpa não foi da aragem mas do maldito fungo, colhido sabe-se lá onde, ou que poderia já residir em ti há muito, a fazer fé nas explicações da Wikipédia. Os cuidados que nos deste...
- O tio Vasco, o teu padrinho. Se não tem tido aquele brutal acidente, ainda hoje poderia estar junto de nós e ter tido a felicidade de ter estado contigo no dia do teu casamento. Que feliz ele ficava quando via chegar o seu afilhado. Com simpatia contagiante e o eterno sorriso no rosto, desdobrava-se em carícias e momices para ver sorrir o afilhado. Aqueles bolsos eram um armazém de rebuçados e chocolates só para ti.
Agora eu. Gostando muito de todos os meus sobrinhos, tenho por ti um carinho muito especial. Pouco depois do teu nascimento fui viver para tua casa e não é impunemente que se traz nos braços um bebé bonito e simpático como tu eras, e se recolhem dele os primeiros sorrisos e gracinhas. A reforçar a estima vem a gentileza e simpatia com que tens aturando este velho tio pela vida fora, característica que, é bom dize-lo, é comum a todos os outros sobrinhos. Felizmente!
Estive muito feliz no teu casamento e agradeço ao Gerente desta enorme bola que é o Mundo, por a ele me ter permitido assistir, não enviando antecipadamente a Carta de Chamada. Assim, liquidámos as nossas contas; já não devemos nada um ao outro. Tu foste ao meu casamento e eu agora fui ao teu. Estamos quites.
Para a Raquel e para ti um recado do saudoso Raúl Solnado: Façam o favor de ser felizes
2 comentários:
Lá vens tu com a Carta de Chamada! Oh papá, pára com isso! Que estejas saudosista tudo bem, mas essa conversa é que não. Vais ainda ver muitos casamentos e esperemos que o meu e o da mana também, se ganharmos juízo!
Mil beijinhos,
Já pensaste que dos 3 Irmãos só tu foste privilegiado com a presença de Sobrinhos no teu casamento? Parafraseando o nosso saudoso Pessa - "E esta, hem?!..."
Pois é, quem sabe, sabe...o resto são cantigas.
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