Passaram ontem 20 anos sobre a data em que foi libertado Nelson Mandela, após 27 longos anos de cativeiro, e todos os órgãos de informação se referiram à efeméride. Assisti há pouco tempo à projecção do filme “Invictus” que documenta uma parte e um acontecimento importante do percurso daquele grande estadista, enquanto Presidente da República da África do Sul, pelo que a evocação daquela data foi particularmente sentida com grande emoção.
A recordação do acontecimento acabou por desviar-me do curso que pretendia dar ao seguimento de um escrito, aqui publicado há alguns dias, onde referia a prisão a que o tempo invernoso, por vezes, nos condena. Reflectindo sobre o tema prisão/libertação foi-se-me inculcando no espírito a ideia de que o Homem, desde que nasce, está sempre condenado à prisão; mal se liberta de uma, já está tecendo as grades dá próxima onde se irá encerrar. Às vezes essas grades são douradas, até de ouro fino, mas grades…
Grades com nomes tão bonitos como Escola (primária, secundária ou superior), Trabalho, Carreira, Amor, Casamento, Filhos (esta custou a escrever!), etc. Enfim, apesar de usarem nomes mais pomposos do que aquelas a que os vários tribunais condenam, tanto estas como aquelas só têm remissão com o fim da vida.
Tudo isto me ocorreu por causa de um escrito aqui publicado em que, a propósito da minha KIKAS, se falava de “…um passarinho que abandonou o ninho”. O abandono do ninho por parte dos passarinhos pressupõe, para além do facto de provarem que são capazes de voar com as próprias asas, a conquista da liberdade dos grandes espaços.
Também a KIKAS saiu do ninho para voar com as próprias asas e à procura do seu espaço, libertando-se de um “Pai Tirano e uma Mãe Galinha”, na ilusão de uma liberdade que nunca existe e a cuja procura foi condenada desde que nasceu. Tudo isto, claro, na óptica do «filósofo» que traça estas linhas.
Mas, deixando-me de filosofias baratas (1 cêntimo a dúzia), também quero deixar aqui expresso o meu apoio:
Vai em frente KIKAS! Arrebenta com eles e mostra de que massa é feita uma “Batistinha”.
3 comentários:
até se me arrepiam os pelos ao ler estas coisas! E a ver o filme sobre o Madiba também!
Falou, ou melhor escreveu e disse, e muito, muito bem, aliás como sempre!
NEM TENHO PALAVRAS.
Tio és um espetáculo.
Kikas com este pai só te podes dar bem na vida. Beijos
Tenho muito orgulho de ser "Batistinha"
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