Não estava à espera de voltar aqui tão depressa mas a verdade é que, como diz o ditado, o homem põe, Deus dispõe e a mulher descompõe.
Foi o caso! A propósito de uma data, a de hoje, e da recordação associada, a Rosebel sugeriu que eu devia publicá-la ainda hoje no nosso blog. Por isso, aqui vai.
Ainda eu era uma criança realizou-se na casa de Espinho (Miranda do Corvo) um lauto almoço da grande família Campos, comezaina que seria rematada por um bailarico animado pelo «toque» do Côrvo. Ainda tenho no ouvido a música e fragmentos da letra que agora aqui reproduzo, e que então cantávamos em coro.
Foi a 9 de Setembro (bis)
Recordamos essa data
Celebrou-se o casamento (bis)
E hoje as Bodas de Prata .
REFRÃO
Senhora D. Artemiza
Mais o seu querido Chiquinho
Aqui nos tem hoje todos
Na velha casa de Espinho.
A letra seria mais completa, mas só recordo estes fragmentos que, provavelmente, não condizem absolutamente com original embora conservem a essência do dito.
Foi nesse dia que o meu «cientificamente irrequieto» espírito se deslumbrou com a maravilhosa complexidade do Petromax que iluminava a cena, ficando para ali a admirá-lo com o secreto desejo de meter a «mão na massa». O tio Raposo, o Chiquinho do poema, sabendo da qualidade da «peça» tratou logo de advertir:
- O menino não mexe aqui porque isto tem um bicho e ele morde.
Ao que a «peça» retorquiu:
- Mas eu já mexi e ele não mordeu!…
Tantos anos que já passaram. Muitos de nós assistimos depois às Bodas de Ouro do casal, mas também sobre elas já passaram muitos anos. Ficou a saudade e uma doce recordação da tia Artemiza e do tio Francisco Raposo.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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