quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CP dá merecido destaque ao "berço" dos Batistinhas.

De comboio de Coimbra à Lousã
Uma viagem de comboio de Coimbra à Lousã, para apreciar as delícias da gastronomia serrana e a paisagem.

O Ramal da Lousã assegura ligações frequentes, rápidas e cómodas entre esta vila e Coimbra. Razão mais que suficiente para recorrer ao comboio numa viagem até às faldas da serra da Lousã. Aí, junto ao castelo medieval e a uma paisagem que revigora alma, se pode, também, revigorar o físico, almoçando ou jantando no restaurante «o Burgo».


Acesso: Pelo Ramal da Lousã, a partir de Coimbra Parque.


A ter em conta: A Estação do Parque fica um pouco a montante do Largo da Portagem e da estação de Coimbra A. Mas com bom tempo, tudo isso é pretexto par um agradável passeio a pé de dez ou quinze minutos. Já para ir da estação da Lousã ao castelo e ao restaurante é conveniente recorrer a um táxi ou outro transporte complementar.


Quando: Em qualquer altura do ano, de preferência com bom tempo.


Almoço: Restaurante «O Burgo», junto ao castelo da Lousã.


Dormida: Hotel Meliá Palácio da Lousã.


Outros pontos:
a visitar Serra da Lousã, incluindo o Alto do Trevim, a capela de Santo António da Neve, os nevoeiros e a típica aldeia da Pena.


Se chegou a Coimbra de comboio, saiba que, ao contrário do que sucedia há décadas, o comboio da Lousã já não sai da estação de Coimbra Cidade. É preciso andar alguns minutos a pé ao longo da margem direita do Mondego para chegar ao apeadeiro

do Parque. Isso está longe de ser um contratempo porque permite apreciar o novo arranjo urbanístico desta zona, agora conhecida como «as docas». Multiplicam-se os relvados e as esplanadas com vista para a bela ponte pedonal dedicada aos amores belos mas infelizes de D. Pedro e D. Inês de Castro.

É nas imediações que se situa o Apeadeiro do Parque donde partem as automotoras para a Lousã (na realidade, a viagem prossegue para além desta vila, até à aldeia serrana de Serpins). A viagem dura menos de uma hora e desenvolve-se, primeiro transpondo o Mondego, na periferia nordeste de Coimbra e depois ao longo do vale do rio Ceira, afluente do Mondego. É uma viagem tranquila que, na sua primeira fase, nos dá uma perspectiva de Coimbra, deixando entrever as novas zonas de expansão da cidade e um pouco da milenar universidade, no topo da colina.

Miranda do Corvo, simpática vila já às portas da serra, é o principal ponto de paragem intermédio. A massa da serra da Lousã vai-se tornando cada vez mais visível e as torres dos novos parques eólicos, na linha de cumeada, mostram que um novo modelo de progresso, pensado, pelo menos em teoria, para ser sustentável, já deixa as primeiras marcas por aqui. É através de pinhais e zonas de mata mais ou menos fechada que se chega à Lousã. A estação é valorizada por painéis de azulejos do pintor Jorge Colaço, também autor da famosa decoração da estação portuense de São Bento. Um dos temas aqui representados é o castelo, nosso próximo destino.

De táxi ou doutro transporte, incluindo a bicicleta cujo transporte no comboio é possível mediante condições a consultar, dirija-se ao castelo (a 3 km, pela estrada para Castanheira de Pêra). Será surpreendido por uma fortaleza medieval construída num local improvável: no fundo de um vale, ocupando um cabeço rodeado pelos meandros da ribeira de São João, afluente do Ceira. Lá em baixo, rodeado por piscinas artificiais e passeios ajardinados fica o famoso restaurante «O Burgo» onde poderá rematar, de forma condigna, esta jornada com os sabores da serra, incluindo o cabrito e a chanfana.

1 comentário:

Lousanense disse...

No dia 14 de Março, vou seguir estas tentações. Espero...