sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Recordando o Abel



No passado 28 de Dezembro recebi a inesperada notícia do desaparecimento do nosso primo Abel.

Ele não tinha conhecimento deste nosso cantinho, nem me parece que fosse muito ligado às coisas da Internet, mas tenho a certeza de que se lhe tivesse contado faria aquele seu sorriso trocista e diria de seguida:

- Ó pá, para que é que serve esa m....? Deixa-te disso e vamos mas é beber um copo...

Porém, lá no fundo, orgulhar-se-ia de nos ver assim unidos e, afivelando ao rosto aquele seu ar distante e blasé, havia de contar em muito sítio desta nossa madureza.

Conheci o Abel muito bem e tinhamos uma grande cumplicidade. Sei que por trás daquele ar desprendido e dentro daquele enorme corpanzil, estava um coração generoso e fraterno. À trindade do Baptistas velhos (Jorge, Tó e Zizi), considerava como irmãos e ai de quem dissesse mal deles.

Daquilo que fui conhecendo sobre a maneira de ser do meu pai, julgo não estar errado ao afirmar que o Abel era muito parecido com ele, porventura mais do que qualquer um dos filhos. Foi pena que a geração mais nova não tivesse contactado mais com ele e alguns até conhecido. Especialmente o Ricardo, em quem detecto, sem saber definir muito bem, alguns pontos de contacto entre as respectivas personalidades.

Sinto que perdi um irmão. Com a morte dele foi também um pouco de mim que morreu, por isso quiz fazer-lhe aqui esta singela homenagem.

Que descance em paz!

1 comentário:

Maluis disse...

Os irmãos não se perdem.
Guardam-se de forma especial.
Foi o que acabaste de fazer.
Obrigada por o partilhares.
Fica feita a homenagem, que nada tem de singela.
Bem hajas