quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A day at the races

Não, não foi Ascot, nem Le Mans, foi o Estádio do Belenenses no velho Restelo, e o evento foi aquele que, já famoso, ficou entretanto conhecido por Duatlo do Martin.

Recebi a notícia com apenas dois dias de antecedência. Chegou pelo ancestral método do boca em boca, o diz que disse, depois de vergonhosamente desdenhada pela comunicação social, hoje em dia só preocupada com coisas de sangue, dinheiro ou da rentrée política – O Martin ía estrear-se no auspicioso, minucioso, promissor, formador, envolvente e emocionante mundo da competição desportiva. Para dizer o mínimo.

O palco não será tão auspicioso como seriam outras bandas mais Luminosas, ou que Melhor Ficassem, mas sempre carrega mais história, da boa, do que o “meu” Centro Náutico do CDPA! A prova seria, como já referido, um Duatlo. Nestes é preciso nadar e depois correr.

Lá chegado, rapidamente me juntei aos outros Srs. Batistas, pai e tio, ardentes seguidores dos feitos desportivos de várias gerações e linhagens da familia.

Confesso que não aquilatei à chegada a correcta qualidade dos atletas envolvidos. À minha incapacidade para avaliar atletas que não sejam velejadores, sobejamente conhecida por todos os que comigo já tiveram discussões de futebol, somava-se a experiência de nível zero. Não era só o Martin que estava na primeira prova. Do lado de cá também era a primeira vez! As provas destas linhagens têm um contador diferente.

Aquilo era só putos. Parecia-me que ía haver afogamentos. Estava mais do que visto que a maior parte deles nunca mais íam chegar ao fim e o Martin ía ganhar aquilo nas calmas. Fomos à procura dele.

Lá encontrei o atleta com a mãe Rita na área reservada, de onde, depois de dispensados os obrigatórios beijinhos e passou-bens, fui educadamente expulso. Não sem antes verificar que o Martin tinha os óculos de natação na testa, os sapatos para a troca estavam ali ao fundo, o percurso já era conhecido e não estava mais nervoso do que seria de esperar. O pai João tinha tudo controlado, como seria de esperar. Fiquei descansado e fui tomar café com o pai e o tio, os meus. Senhores da situação, calo marcado por décadas de sessões tais, a contrastar com o pai João, mancebo como eu, as despesas do dia por sua conta em stress e curtição!

A corrida chegou e passou e foi divertida. Não houve afogamentos, nem durou imenso. Todos nadavam e corriam que se fartavam, claro! O Martin não ganhou mas, de nós, foi quem se divertiu mais e por isso correu o melhor que poderia ter corrido. Pareceu-me que queria voltar a correr, que queria fazer melhor e vêr o resultado, que ficou com o bichinho. Aínda ficámos para vêr mais umas corridas.

Tenho que dizer que para mim, vêr agora os miúdos a correr teve um efeito diferente do que se passava com os meus alunos dos Optimist. Nessa altura não era pai. Sinto nova perspectiva sobre o barato de décadas do pai Batista, sempre à frente das nossas regatas. Até ganhei ligeira inveja, além de média curiosidade e larga ansiedade pela minha largada como pai em semelhantes andanças.

Beijinhos para todos

1 comentário:

Lousanense disse...

E não fora o facto de o Martim com a pressão ter calçado os sapatos trocados (o sapato direito no pé esquerdo e vice-versa), ainda estava para se ver aonde é que ficava a Vanessa Fernandes...